Centro Espírita Maria de Nazaré - Fundada em 1º de Abril de 1923 - Sede Própria

Preces

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SEMPRE COM JESUS

PRECE DA GRATIDÃO

ORAÇÃO DE ESPERANÇA

PRECE DE CÁRITAS

Jesus, concedeste-me o privilégio e a alegria de poder me manifestar aqui, em Vosso nome para que possa auxiliar aos nossos irmãos do caminho a seguirem o seu destino, sempre amparados pela Vossa bondade e sabedoria.

Tamanho júbilo me toca o ser considerando poder compartilhar com o meu semelhante um pouco da luz do Pai que é concedida gratuitamente a todo irmão de coração aberto e límpido de princípios.

Graças voz dou, Mestre, por ter esta oportunidade de irradiar a Vossa luz  por este mundo a fora, trabalhando fraternalmente a nossa condição misericordiosa para que, aos poucos, o diamante do nosso espírito possa ser lapidado com base nos atos amorosos que realizarmos.

Amemos, pois, involuntariamente a todos os que atravessem o nosso caminho e a todos os que nunca encontraremos pela vida toda.

Toca-me, Senhor, para consiga, sem esmorecer, ser merecedor de tamanha bênção no galgar de toda a jornada, sempre com a Vossa presença Santa a me amparar.

IRMÃO JOSÉ – NEI MACHADO

Senhor Jesus, muito obrigada ! Pelo ar que nos dás, pelo pão que nos deste, pela roupa que nos veste, pela alegria que possuímos, por tudo de que nos nutrimos.

Muito obrigado, pela beleza da paisagem, pelas aves que voam no céu de anil, pelas Tuas dádivas mil !

Muito obrigado, Senhor ! Pelos olhos que temos... olhos que vêem o céu, que vêem a terra e o mar, que contemplam toda beleza ! Olhos que se iluminam de amor ante o majestoso festival de cor da generosa Natureza !

E os que perderam a visão ? Deixa-me rogar por eles ao Teu nobre coração ! Eu sei que depois desta vida, além da morte, voltarão a ver com alegria incontida...

Muito obrigado pelos ouvidos meus, pelos ouvidos que me foram dados por Deus. Obrigado, Senhor, porque posso escutar o Teu nome sublime, e, assim, posso amar. Obrigado pelos ouvidos que registram: a sinfonia da vida, no trabalho, na dor, na lida... o gemido e o canto do vento nos galhos do salgueiro, as lágrimas doloridas do mundo inteiro e a voz longínqua do cancioneiro...

E os que perderam a faculdade de escutar ? Deixa-me por eles rogar... Eu sei que no Teu Reino voltarão a sonhar.

Obrigado Senhor pela minha voz. Mas também pela voz que ama, pela voz que canta, pela voz que ajuda, pela voz que socorre, pela voz que ensina, pela voz que ilumina. .  E pela voz que fala de amor, Obrigado, Senhor !

Recordo-me, sofrendo, daqueles que perderam o dom de falar e o teu nome sequer podem pronunciar ! ... Os que vivem atormentados na afasia e não podem cantar nem à noite, nem ao dia... Eu suplico por eles sabendo que mais tarde, no Teu Reino, voltarão a falar. Obrigada, Senhor, por estas mãos, que são minhas, alavancas da ação, do progresso, da redenção.

Agradeço pelas mãos que acenam adeuses, pelas mãos que fazem ternura, e que socorrem na amargura; pelas mãos que acarinham, pelas mãos que elaboram as leis e pelas que as feridas cicatrizam retificando as carnes partidas, a fim de diminuírem as dores de muitas vidas ! Pelas mãos que trabalham o solo, que amparam o sofrimento e estancam lágrimas, pelas mãos que ajudam os que sofrem, os que padecem...

Pelas mãos que brilham nestes traços, como estrelas sublimes fulgindo nos meus braços ! ...

E pelos pés que me levam a caminhar, ereto, firme a marchar, pés da renúncia que seguem humildes e nobres sem reclamar. E os que estão amputados, os aleijados, os feridos e os deformados, os que estão retidos na expiação por crimes praticados noutra encarnação...

Eu rogo por eles e posso afirmar que no Teu Reino, após a lida desta dolorosa vida, poderão bailar e em transportes sublimes com os seus braços também afagar. Sei que lá tudo é possível quando Tu queres ofertar, mesmo que na Terra pareça incrível !

Obrigada, Senhor, pelo meu lar, o recanto de paz ou escola de amor, a mansão de glória ou pequenino quartinho, o palácio ou tapera, o tugúrio ou a casa de miséria !

Obrigada, Senhor, pelo amor que tenho e pelo lar que é meu... Mas, se eu sequer nem o lar tiver ou teto amigo para me abrigar nem outra coisa para me confortar, se eu não possuir nada, senão as estradas, e as estrelas do céu como sendo o leito de repouso e o suave lençol, e ao meu lado ninguém existir, vivendo e chorando sozinho, ao léu...

Sem um alguém para me consolar direi, cantarei, ainda: Obrigada, Senhor, porque Te amo e sei que me amas, porque me deste a vida jovial, alegre, por Teu amor favorecida... Obrigada, Senhor, porque nasci ! Obrigada, porque creio em Ti ! ... E porque me socorres com amor, hoje e sempre, Obrigada, Senhor !

AMÉLIA RODRIGUES / DIVALDO FRANCO

Senhor! Os homens reúnem-se no mundo para pedir, reclamar, maldizer. Legiões humanas devotadas à fé entregam-se para que as comandes; multidões sintonizam contigo buscando servir-Te.

Permite-nos, agora, um espaço para a gratidão por estes dias de entendimento fraternal, vividos na Casa que nos emprestaste para o planejamento das atividades evangélicas do futuro.

Como não estamos habituados a agradecer e louvar sem apresentar o rol das nossas súplicas, permite-nos fazê-lo de forma diferente.

Quando, quase todos pedem pelos infelizes, nós nos atrevemos a suplicar pelos infelicitadores. Quando os corações suplicam em favor dos caídos, dos delinquentes, dos que se agridem, nós nos propomos a interferir em beneficio dos que fomentam as quedas, os delitos e a violência; quando os pensamentos se voltam para interceder pelos esfomeados, os carentes, os desiludidos, nós nos encorajamos a formular nossas rogativas por aqueles que respondem por todos os erros que assolam a Terra, estabelecendo a miséria social, a falência moral e a queda nas rampas éticas do comportamento.

Não Te queremos pedir pelas vítimas de todos os matizes, senão, pelos seus algozes, os que obscureceram os sentimentos, a consciência e a conduta, comprazendo-se, quais chacais sobre os cadáveres dos vencidos.

Tu que és o nosso pastor e prometeste apoio a todas as ovelhas, tem misericórdia deles, os irmãos que se cegaram a si mesmos e, enlouquecidos, ateiam as labaredas do ódio na Terra e fomentam as desgraças que dominam o mundo.

Tú podes fazê-lo, Senhor, e é por isso que, em Te agradecendo todas as dádivas da paz que fruímos, não nos podemos esquecer desses que ardem nas labaredas cruéis da ignorância, alucinados pelo desequilíbrio que os tomam profundamente desditosos.

Retira dos nossos sentimentos de amor a cota melhor e canaliza-a para os irmãos enlouquecidos na satisfação íntima do prazer, que enregelaram o coração longe dos sentimentos de humanidade e que terão de despertar, um dia, sob o castigo da consciência que ninguém poupa.

Porque já passamos em épocas remotas por estes caminhos, é que Te suplicamos por eles, os irmãos mais infelizes que desconhecem a própria felicidade.

Quanto a nós, ensina-nos a não fruir de felicidade enquanto haja na Terra e na Pátria do Cruzeiro os que choram, os que se debatem nos esconderijos da perturbação, e consciente ou inconscientemente Te negam a sabedoria, o amor e a condução de ternura como Pastor de nossas vidas.

Quando os teus discípulos, aqui reunidos, encerramos essa etapa, damo-nos as mãos, e, emocionados, repetimos como os mártires do passado:

-Ave Cristo! Em Tuas mãos depositamos nossas vidas, para que delas faças o que Te aprouver, sem nos consultar o que queremos, porque só Tu sabes o que é melhor para nós…

BEZERRA DE MENEZES - DIVALDO FRANCO

Deus, nosso Pai, que sois todo Poder e Bondade, dai a força àquele que passa pela provação, dai a luz àquele que procura a verdade; ponde no coração do homem a compaixão e a caridade! 
Deus, dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.

Pai, dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, e ao órfão o pai!

Senhor, que a Vossa Bondade se estenda sobre tudo o que criastes. Piedade, Senhor,  para aquele que vos não conhece, esperança para aquele que sofre. Que a Vossa Bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda a parte, a paz, a esperança, a fé.

Deus! Um raio, uma faísca do Vosso Amor pode abrasar a Terra; deixai-nos beber nas  fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão. 

E um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor.

Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos, oh Poder!, oh Bondade!, oh Beleza!, oh Perfeição!, e queremos de alguma sorte merecer a Vossa Divina Misericórdia.

Deus, dai-nos a força para ajudar o progresso, a fim de subirmos até Vós; dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa Divina e Santa Imagem.

Assim Seja.

A prece, denominada De Cáritas, tem sido querida e contritamente orada por várias gerações de espíritas.

CÁRITAS era um espírito que se comunicava através de uma  das grandes médiuns de sua época - Mme. W. Krell - em um grupo de Bordeaux (França), sendo ela uma das maiores psicografas da História do Espiritismo, em especial por transmitir poesia (que se constitui no ácido da psicografia), da lavra de Lamartine, André Chénier, Saint-Beuve e Alfred de Musset, além do próprio Edgard Allan Poe. Na prosa, recebeu ela mensagens de O Espírito da Verdade, Dumas, Larcordaire, Lamennais, Pascal, e dos gregos Ésopo e Fenelon.

A prece de Cáritas foi psicografada na noite de Natal, 25 de dezembro, do ano de 1873, ditada pela suave Cáritas, de quem são, ainda, as comunicações: "Como servir a religião espiritual"e "A esmola espiritual".

Todas as mensagens que Mme. W. Krell psicografada em transe, e, que chegaram até n;os, encontram-se no livro Rayonnements de la Vie Spirituelle, publicado em maio de 1875 em Bordeaux, inclusive, o próprio texto em francês (como foi transmitido) da Prece de Cáritas.

(Extraído publ. EDICEL)

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